Celta's Dark Spot
Quarta-feira, Junho 25, 2003
::ALELUIA, IRMÃOS!!::
Enfim, após longos seis anos, aconteceu. Hoje de manhã, não sem emoção, aos 45 do segundo tempo ainda tentava corrigir falhas de documentação na minha pasta..... Ah, UNIRIO! Como seria tediosa a minha vida, não fosse você!! Chegar assim, sem preocupações para se formar nem tem graça, e sem surpresas nos momentos finais.... sem ficar horas na véspera tentando corrigir o prórpio histórico. Mas enfim.....
Consegui me formar na UNIRIO. Agora já posso fazer meu cartão de Historiadora - Museóloga - Modelo - Manequim - e - Atriz....
Agora, devidamente colada, só tenho que brigar pelos dois diplomas.....
*a seguir cenas dos próximos capítulos*
Enfim, após longos seis anos, aconteceu. Hoje de manhã, não sem emoção, aos 45 do segundo tempo ainda tentava corrigir falhas de documentação na minha pasta..... Ah, UNIRIO! Como seria tediosa a minha vida, não fosse você!! Chegar assim, sem preocupações para se formar nem tem graça, e sem surpresas nos momentos finais.... sem ficar horas na véspera tentando corrigir o prórpio histórico. Mas enfim.....
Consegui me formar na UNIRIO. Agora já posso fazer meu cartão de Historiadora - Museóloga - Modelo - Manequim - e - Atriz....
Agora, devidamente colada, só tenho que brigar pelos dois diplomas.....
*a seguir cenas dos próximos capítulos*
Sexta-feira, Junho 20, 2003
"As meninas de Minas
Tem as pernas finas
Porque ha ladeiras
E uma vida inteira
Para subir"
Nao lembro de quem sao estes versos, talvez Viviane Mose, mas nao tenho certeza.... Na verdade nao lembro nem mesmo se os versos sao exatamente estes... Mas li uma vez no caderno Prosa & Verso dO Globo, e nunca mais esqueci.
Mais tarde mando noticias daqui de Belo Horizonte........
Tem as pernas finas
Porque ha ladeiras
E uma vida inteira
Para subir"
Nao lembro de quem sao estes versos, talvez Viviane Mose, mas nao tenho certeza.... Na verdade nao lembro nem mesmo se os versos sao exatamente estes... Mas li uma vez no caderno Prosa & Verso dO Globo, e nunca mais esqueci.
Mais tarde mando noticias daqui de Belo Horizonte........
Sábado, Junho 14, 2003
Gosto de escrever sobre detalhes, gosto de falar de detalhes, de coisas pequenas e desimportantes. Gosto de reparar nos pequenos detalhes dos outros, gosto que reparem nos meus pequenos detalhes. Mas não sei porque comecei este post falando de detalhes, estou pensando em presentes.
Esta semana ganhei girassóis lindos de um admirador secreto. Apesar de ele vir comentando aqui e de ter me mandando um email, eu continuo sem saber quem é. Não posso negar que todo este mistério cria um clima que estou adorando. Ando pela rua e procuro entre mil rostos quem poderia ser. E sinto uma excitação, é um prazer secreto, como se eu fosse a única pessoa no mundo que já recebeu flores de um desconhecido. Existe algo no fato dele ser desconhecido, e de que eu possa estar sendo observada sem saber, que me deixa louca.
Mas flores não foram as únicas coisas que ganhei esta semana. Ganhei duas músicas. De duas pessoas que me conhecem tão bem, quase melhor que eu.
Primeiro, você me deu Closer do Nine Inch Nails, quase sem preceber. Assim, no meio de uma conversa em que falávamos sobre sexo e quando eu acabei por fazer algumas confissões. Eu li a letra e amei, mas quando finalmente baixei a música..... ah! Como diz a Ginger (ai vício!) isso é música para fazer........ música para perder as estribeiras, para esquecer da vida. É música para arrancar a roupa e esquecer do resto, nada calmo, nada comportado..... Como já tinha te dito durante a nossa conversa, quero alguém que me olhe dessa maneira, como esta música.
E depois veio você. Por acaso, eu aqui e você lá, ouvíamos a mesma música da trilha de Matrix Reloaded, e falamos de música. Você sabe muito bem que essa é uma das coisas que temos em comum, o que música é capaz de fazer com a gente. E eu te perguntei qual seria a nossa música. Sem nem pensar muito você me falou Waiting for the miracle do Leonard Cohen. De novo eu li a letra e só baixei depois. A letra é maravilhosa e eu lhe disse que era eu, era perfeita para mim. Mas quando ouvi... nunca imaginei que poderia ser tão bonita, que me faria chorar, que me faria ficar aqui sonhando em dançá-la com você.
Obrigada.
Esta semana ganhei girassóis lindos de um admirador secreto. Apesar de ele vir comentando aqui e de ter me mandando um email, eu continuo sem saber quem é. Não posso negar que todo este mistério cria um clima que estou adorando. Ando pela rua e procuro entre mil rostos quem poderia ser. E sinto uma excitação, é um prazer secreto, como se eu fosse a única pessoa no mundo que já recebeu flores de um desconhecido. Existe algo no fato dele ser desconhecido, e de que eu possa estar sendo observada sem saber, que me deixa louca.
Mas flores não foram as únicas coisas que ganhei esta semana. Ganhei duas músicas. De duas pessoas que me conhecem tão bem, quase melhor que eu.
Primeiro, você me deu Closer do Nine Inch Nails, quase sem preceber. Assim, no meio de uma conversa em que falávamos sobre sexo e quando eu acabei por fazer algumas confissões. Eu li a letra e amei, mas quando finalmente baixei a música..... ah! Como diz a Ginger (ai vício!) isso é música para fazer........ música para perder as estribeiras, para esquecer da vida. É música para arrancar a roupa e esquecer do resto, nada calmo, nada comportado..... Como já tinha te dito durante a nossa conversa, quero alguém que me olhe dessa maneira, como esta música.
E depois veio você. Por acaso, eu aqui e você lá, ouvíamos a mesma música da trilha de Matrix Reloaded, e falamos de música. Você sabe muito bem que essa é uma das coisas que temos em comum, o que música é capaz de fazer com a gente. E eu te perguntei qual seria a nossa música. Sem nem pensar muito você me falou Waiting for the miracle do Leonard Cohen. De novo eu li a letra e só baixei depois. A letra é maravilhosa e eu lhe disse que era eu, era perfeita para mim. Mas quando ouvi... nunca imaginei que poderia ser tão bonita, que me faria chorar, que me faria ficar aqui sonhando em dançá-la com você.
Obrigada.
Quinta-feira, Junho 12, 2003
::Dia dos Namorados::
Uma data da qual não espero muito, em geral. Nunca passei um dia dos namorados com namorado, pelo menos não daqueles de verdade, sabe? Que anda com a gente de mãos dadas, e manda flores.
Mas eis que algo aconteceu! Eu recebi flores! E o melhor de tudo, de um admirador secreto!!! E são lindos, enormes girassóis!! Exatamente como eu disse que gostava para a menina que encontrei no banheiro da Bunker (você lembra?)....... aquela que tinha um amigo apaixonado........
Eu que vinha cabisbaixa, desolada, triste por causa dos problemas da vida, ganhei o dia! A-DO-REI!!!
Trilha: Everytime we say goodbye do Cole Porter, tocada por Benny Goodman Band... porque é linda, e está perfeito para o dia dos namorados.
Uma data da qual não espero muito, em geral. Nunca passei um dia dos namorados com namorado, pelo menos não daqueles de verdade, sabe? Que anda com a gente de mãos dadas, e manda flores.
Mas eis que algo aconteceu! Eu recebi flores! E o melhor de tudo, de um admirador secreto!!! E são lindos, enormes girassóis!! Exatamente como eu disse que gostava para a menina que encontrei no banheiro da Bunker (você lembra?)....... aquela que tinha um amigo apaixonado........
Eu que vinha cabisbaixa, desolada, triste por causa dos problemas da vida, ganhei o dia! A-DO-REI!!!
Trilha: Everytime we say goodbye do Cole Porter, tocada por Benny Goodman Band... porque é linda, e está perfeito para o dia dos namorados.
Quarta-feira, Junho 11, 2003
I'm drowining in a pool of alcohol
uh, I shouldn't be so obvious....
:: ::
My boby hurts........
My lips hurt........
Life hurts.......
Soundstrack: Gremilins Suite
uh, I shouldn't be so obvious....
:: ::
My boby hurts........
My lips hurt........
Life hurts.......
Soundstrack: Gremilins Suite
Segunda-feira, Junho 09, 2003
::Zion::
O clima do lugar certamente não era o mesmo. Mas a música era. A música era tudo, e de repente não existia mais nada além do som alto, a proximidade do alto-falante fazendo todo o corpo vibrar. A consciência alterada pelo álcool, o corpo assim meio descontrolado, se movendo loucamente no ritmo. E a música fazendo o sangue ferver. E para mim, o mundo ia em câmera lenta, o gosto do suor, da saliva, beijos, piecing na língua, mãos pelo meu corpo, enquanto dançávamos. Gritando, dançando, gemendo, sem ver o mundo em volta.
E a chuva caiu, mas os corpos ainda pegavam fogo, pulávamos nas poças, enquanto dançávamos bêbados. Um corpo desconhecido, um rosto quase sem nome. A estiagem acabou com uma chuva torrencial.
Não, na verdade não parecia aquela festinha em Zion, mas eu gostaria que fosse........
O clima do lugar certamente não era o mesmo. Mas a música era. A música era tudo, e de repente não existia mais nada além do som alto, a proximidade do alto-falante fazendo todo o corpo vibrar. A consciência alterada pelo álcool, o corpo assim meio descontrolado, se movendo loucamente no ritmo. E a música fazendo o sangue ferver. E para mim, o mundo ia em câmera lenta, o gosto do suor, da saliva, beijos, piecing na língua, mãos pelo meu corpo, enquanto dançávamos. Gritando, dançando, gemendo, sem ver o mundo em volta.
E a chuva caiu, mas os corpos ainda pegavam fogo, pulávamos nas poças, enquanto dançávamos bêbados. Um corpo desconhecido, um rosto quase sem nome. A estiagem acabou com uma chuva torrencial.
Não, na verdade não parecia aquela festinha em Zion, mas eu gostaria que fosse........
Quarta-feira, Junho 04, 2003
::A toast to lost innocence::
Quando eu era mais jovem, acreditava que éramos todos intocáveis, invencíveis. Eu e todos os meus amigos, que nada poderia acontecer a mim, e que só por causa do tanto que eu gostava deles sabia que nada poderia atingi-los. Descobri que não era verdade, as pessoas a minha volta se machucam, erram, morrem, que meu corpo é fraco, e eu também conquistei algumas cicatrizes ao longo dos anos, e algumas me fizeram bem, outras me dilaceraram.
Quando eu era mais jovem, acreditava que todos seríamos apaixonados para sempre, felizes e completos. Que viveríamos tudo, que sentiríamos tudo, viajaríamos o mundo todo antes dos trinta anos. Choraríamos apenas pelas alegrias e bebedeiras, casaríamos por amor, trabalharíamos por prazer 24 horas por dia e estaríamos sempre juntos. Descobri que nem sempre é assim que as pessoas escolhem levar a sua vida e que eu não posso fazer nada sobre isso, descobri que a vida não é tão romântica quanto eu imaginava, que casais que eu acreditava que iriam durar para sempre se separam, que eu não sou tão corajosa quanto imaginava, que eu tenho medo dos compromissos e das escolhas. Descobri que não estaremos sempre juntos, mas que as poucas vezes que vamos nos reunir serão sensacionais.
Quando eu era mais jovem acreditava que quando tivesse 25 anos seria uma mulher adulta, segura e com um caminho claro a seguir, tipo roteiro de filme, sabe? Mesmo quando chega a hora da grande virada, você sabe que o protagonista vai se dar bem. E o próprio personagem sabe disso também, ele pode arriscar tudo, sem correr risco nenhum, afinal ele é o protagonista. mas descobri que ainda sou insegura, que tenho medo de sentir, e por isso já deixei muitas pessoas saírem da minha vida, e já machuquei muita gente. Descobri que tenho medo de fazer as escolhas erradas, que agora, neste momento, tenho muito medo de estar fazendo A escolha errada, pelos motivos errados, de aceitar um caminho inesperado, o qual nunca sonhei, e me tornar uma pessoa triste, um homem-cinza.
Não quero viver de lamentos, mas ontem e hoje foram dias estranhos, onde descobri que não existem coincidências, quando reencontrei pessoas há muito desaparecidas, quando ouvi coisas que me abalaram, quando a minha amizade fez diferença, dias em que eu tive a ceerteza de ter perdido a inocência.
To absent friends, lost loves, old gods, and the season of mists; and may each and every one of us always give the devil his due.
The Sandman, Season of mists
Trilha: La Vie en Rose
Quando eu era mais jovem, acreditava que éramos todos intocáveis, invencíveis. Eu e todos os meus amigos, que nada poderia acontecer a mim, e que só por causa do tanto que eu gostava deles sabia que nada poderia atingi-los. Descobri que não era verdade, as pessoas a minha volta se machucam, erram, morrem, que meu corpo é fraco, e eu também conquistei algumas cicatrizes ao longo dos anos, e algumas me fizeram bem, outras me dilaceraram.
Quando eu era mais jovem, acreditava que todos seríamos apaixonados para sempre, felizes e completos. Que viveríamos tudo, que sentiríamos tudo, viajaríamos o mundo todo antes dos trinta anos. Choraríamos apenas pelas alegrias e bebedeiras, casaríamos por amor, trabalharíamos por prazer 24 horas por dia e estaríamos sempre juntos. Descobri que nem sempre é assim que as pessoas escolhem levar a sua vida e que eu não posso fazer nada sobre isso, descobri que a vida não é tão romântica quanto eu imaginava, que casais que eu acreditava que iriam durar para sempre se separam, que eu não sou tão corajosa quanto imaginava, que eu tenho medo dos compromissos e das escolhas. Descobri que não estaremos sempre juntos, mas que as poucas vezes que vamos nos reunir serão sensacionais.
Quando eu era mais jovem acreditava que quando tivesse 25 anos seria uma mulher adulta, segura e com um caminho claro a seguir, tipo roteiro de filme, sabe? Mesmo quando chega a hora da grande virada, você sabe que o protagonista vai se dar bem. E o próprio personagem sabe disso também, ele pode arriscar tudo, sem correr risco nenhum, afinal ele é o protagonista. mas descobri que ainda sou insegura, que tenho medo de sentir, e por isso já deixei muitas pessoas saírem da minha vida, e já machuquei muita gente. Descobri que tenho medo de fazer as escolhas erradas, que agora, neste momento, tenho muito medo de estar fazendo A escolha errada, pelos motivos errados, de aceitar um caminho inesperado, o qual nunca sonhei, e me tornar uma pessoa triste, um homem-cinza.
Não quero viver de lamentos, mas ontem e hoje foram dias estranhos, onde descobri que não existem coincidências, quando reencontrei pessoas há muito desaparecidas, quando ouvi coisas que me abalaram, quando a minha amizade fez diferença, dias em que eu tive a ceerteza de ter perdido a inocência.
To absent friends, lost loves, old gods, and the season of mists; and may each and every one of us always give the devil his due.
The Sandman, Season of mists
Trilha: La Vie en Rose
