Celta's Dark Spot
Terça-feira, Fevereiro 25, 2003
“There is a dreadful Hell
And everlasting pains;
There sinners must with devils dwell
In darkness, fire and chains”
Isaac Waits
Não sei quanto às correntes, mas esse cara certamente estava falando de depilação! *ui!*
And everlasting pains;
There sinners must with devils dwell
In darkness, fire and chains”
Isaac Waits
Não sei quanto às correntes, mas esse cara certamente estava falando de depilação! *ui!*
“Perdoe-me se você não vive. Se você, querida, meu amor, se você morreu, todas as folhas cairão em meu peito. E choverá em minha alma a noite toda, o dia todo. Meus pés querem me levar até onde você dorme, mas devo continuar vivendo...”
Folheando alguns escritos achei esse texto, que vi em um filme uma vez. Lindo, e era dito como uma despedida para um amor que morria. Bem, não o amor em sim, mas o marido da moça do filme, e ele falava isso para ela por que era preciso continuar vivendo. Dramático, eu sei. Mas era bonito, e eu fiquei com esse poema, que já rendeu muitas lágrimas na minha casa. Depois que meu avô morreu, ele caiu nas mãos da minha avó, ainda não sei bem como, mas talvez minha mãe tenha estado envolvida nisso, talvez eu mesma tenha deixado por aí para ser encontrado.
De maneira alguma vivi algo semelhante ao que ela, minha avó deve ter sentido naquele momento, depois de quase 60 anos de convivência, e de uma vida que girou em torno do meu avô, mas acho que o poema surgiu (talvez por vontade própria?) no momento perfeito, mas nunca tive coragem de perguntar à ela o efeito que ele possa ter tido.
Não sou boa com amores, normalmente tenho um problema de.... bem, vamos chamar de timing Ou fico completamente apaixonada enquanto eles não estão, ou só me toco que estou apaixonada depois que eles partiram. Tirando é claro, um caso clássico em que o problema foi nada mais que uma miserável covardia. Mas não há nada pior do que dar esperanças à alguém que espera, é cruel manter em suspenso a vida de alguém por sua própria confusão, e isso eu também já experimentei. Dos dois lados do jogo. E sei o que vem depois, nos atiramos em uma busca desesperada para esquecer, e nos afogamos em mil bocas sem nome. Mas também endurecemos. E aprendemos quem somos e se somos capazes de esperar. Eu sei, eu sei, parece uma dor de cotovelo antiga... e foi, acredite, mas há muito que aprendi que devo continuar vivendo.
Por que falar disso agora? Enquanto me preparo para viajar amanhã, fico percebendo coisas na minha irmã, que na maioria das vezes me parecem veladas. Não há ninguém que eu conheça que seja tão bem resolvida e decidida quanto Miss T. Invejo às vezes a clareza com que ela vê a vida, embora no fundo acredite que não existe um mundo em preto e branco na verdade, é de nuances que a vida é feita. “O caminho mais rápido entre dois pontos pode até ser uma linha reta, mas é nas curvas que estão as melhores coisas”, já foi dito por Lygia Fagundes Telles. E assim segue a nossa relação de absolutos contrastes, e confesso que estou mais excitada com as possíveis descobertas que faremos uma sobre a outra, sobre a nova relação que pode surgir entre nós duas neste carnaval, do que com a viagem em si. Embora não seja capaz de negar que farra está nos meus planos......
Não se decepcionem com a volta ao “meu querido diário”...... às vezes é inevitável. Queria comentar outras coisas, como o absurdo estado de sítio ontem, ou mesmo a homenagem ao The Clash no Grammy, mas voltei ao existencialismo, quem sabe até o final do dia.... A partir de amanhã digo adeus à Cidade Maravilhosa (que hoje voltou a ser maravilhosa mesmo!) e parto para Morro de São Paulo.
Folheando alguns escritos achei esse texto, que vi em um filme uma vez. Lindo, e era dito como uma despedida para um amor que morria. Bem, não o amor em sim, mas o marido da moça do filme, e ele falava isso para ela por que era preciso continuar vivendo. Dramático, eu sei. Mas era bonito, e eu fiquei com esse poema, que já rendeu muitas lágrimas na minha casa. Depois que meu avô morreu, ele caiu nas mãos da minha avó, ainda não sei bem como, mas talvez minha mãe tenha estado envolvida nisso, talvez eu mesma tenha deixado por aí para ser encontrado.
De maneira alguma vivi algo semelhante ao que ela, minha avó deve ter sentido naquele momento, depois de quase 60 anos de convivência, e de uma vida que girou em torno do meu avô, mas acho que o poema surgiu (talvez por vontade própria?) no momento perfeito, mas nunca tive coragem de perguntar à ela o efeito que ele possa ter tido.
Não sou boa com amores, normalmente tenho um problema de.... bem, vamos chamar de timing Ou fico completamente apaixonada enquanto eles não estão, ou só me toco que estou apaixonada depois que eles partiram. Tirando é claro, um caso clássico em que o problema foi nada mais que uma miserável covardia. Mas não há nada pior do que dar esperanças à alguém que espera, é cruel manter em suspenso a vida de alguém por sua própria confusão, e isso eu também já experimentei. Dos dois lados do jogo. E sei o que vem depois, nos atiramos em uma busca desesperada para esquecer, e nos afogamos em mil bocas sem nome. Mas também endurecemos. E aprendemos quem somos e se somos capazes de esperar. Eu sei, eu sei, parece uma dor de cotovelo antiga... e foi, acredite, mas há muito que aprendi que devo continuar vivendo.
Por que falar disso agora? Enquanto me preparo para viajar amanhã, fico percebendo coisas na minha irmã, que na maioria das vezes me parecem veladas. Não há ninguém que eu conheça que seja tão bem resolvida e decidida quanto Miss T. Invejo às vezes a clareza com que ela vê a vida, embora no fundo acredite que não existe um mundo em preto e branco na verdade, é de nuances que a vida é feita. “O caminho mais rápido entre dois pontos pode até ser uma linha reta, mas é nas curvas que estão as melhores coisas”, já foi dito por Lygia Fagundes Telles. E assim segue a nossa relação de absolutos contrastes, e confesso que estou mais excitada com as possíveis descobertas que faremos uma sobre a outra, sobre a nova relação que pode surgir entre nós duas neste carnaval, do que com a viagem em si. Embora não seja capaz de negar que farra está nos meus planos......
Não se decepcionem com a volta ao “meu querido diário”...... às vezes é inevitável. Queria comentar outras coisas, como o absurdo estado de sítio ontem, ou mesmo a homenagem ao The Clash no Grammy, mas voltei ao existencialismo, quem sabe até o final do dia.... A partir de amanhã digo adeus à Cidade Maravilhosa (que hoje voltou a ser maravilhosa mesmo!) e parto para Morro de São Paulo.
Quinta-feira, Fevereiro 20, 2003
Are you too deeply occupied to tell me if my verse is alive?
Emily Dickinson perguntou ao seu editor (cujo nome escapa à minha memória, como tantas outras coisas). Não pretendo nem desejo pretender escrever como ela. Mas tudo em mim deseja que o meu verso esteja vivo. Verso que não é verso, que é texto em prosa, e demasiado científico. Por que não sou feita de letras. Mas a paixão pela palavra escrita me faz querer mais e mais. Há pretensão maior do que desejar que outros sintam como eu própria sinto as paixões que me mobilizam? Gostaria de poder repetir que "meu verso é sangue, volúpia ardente, tristeza esparsa, remorso vão"... mas não... pois embora ele não me doa nas veias amargo e quente, é incapaz de cair gota a gota do coração.
Quero escrever sobre o corpo como quem percorre a pele, centímetro por centímetro, provando cada poro, cada gota de suor, todos os seus volumes, saliências e reentrâncias. Quero que a minha escrita seja plena de prazer sensual, que os olhos passem sobre estas palavras impressas como a mão percorre o corpo. Quero que o leitor seja como quem tateia, de olhos fechados, a extensão da pele. Quero que o meu texto tenha cor e textura, que seja quente e vivo. Que o prazer que tenho na descoberta do meu próprio corpo e do corpo do outro marque cada palavra. Eu quero impregnar meu leitor com o ardor que vivencio agora, com a delirante agonia de traduzir em palavras expreiências puramente sensoriais. De poesia nada entendo, mas é de querer que sou feita.
Amanhã? Amanhã tem Neruda.....
Emily Dickinson perguntou ao seu editor (cujo nome escapa à minha memória, como tantas outras coisas). Não pretendo nem desejo pretender escrever como ela. Mas tudo em mim deseja que o meu verso esteja vivo. Verso que não é verso, que é texto em prosa, e demasiado científico. Por que não sou feita de letras. Mas a paixão pela palavra escrita me faz querer mais e mais. Há pretensão maior do que desejar que outros sintam como eu própria sinto as paixões que me mobilizam? Gostaria de poder repetir que "meu verso é sangue, volúpia ardente, tristeza esparsa, remorso vão"... mas não... pois embora ele não me doa nas veias amargo e quente, é incapaz de cair gota a gota do coração.
Quero escrever sobre o corpo como quem percorre a pele, centímetro por centímetro, provando cada poro, cada gota de suor, todos os seus volumes, saliências e reentrâncias. Quero que a minha escrita seja plena de prazer sensual, que os olhos passem sobre estas palavras impressas como a mão percorre o corpo. Quero que o leitor seja como quem tateia, de olhos fechados, a extensão da pele. Quero que o meu texto tenha cor e textura, que seja quente e vivo. Que o prazer que tenho na descoberta do meu próprio corpo e do corpo do outro marque cada palavra. Eu quero impregnar meu leitor com o ardor que vivencio agora, com a delirante agonia de traduzir em palavras expreiências puramente sensoriais. De poesia nada entendo, mas é de querer que sou feita.
Amanhã? Amanhã tem Neruda.....
Segunda-feira, Fevereiro 17, 2003
Arre! Estão consertando o chiller aqui no museu e portanto o ar está desligado, além do céu nublado, um calor da peste, e apesar de cheio de terra molhada ser delicioso, algo me diz que tomarei uma lavada na rua. Ah! Nada como o Rio de Janeiro no verão!
Oops! Acabram de ligar o ar enquanto escrevi este post, mas nada muda, dentro de meia hora vou ter que me aventurar nas delícias do verão chuvoso carioca, da Praça XV até a Lapa, para minha primeira missão como enviada do museu.....
Off we go to IHGB.....
Oops! Acabram de ligar o ar enquanto escrevi este post, mas nada muda, dentro de meia hora vou ter que me aventurar nas delícias do verão chuvoso carioca, da Praça XV até a Lapa, para minha primeira missão como enviada do museu.....
Off we go to IHGB.....
Sexta-feira, Fevereiro 14, 2003
::Eu ADORO fazer aniversário!!::
Hoje é meu aniversário! Quando eu era pequena não ligava muito para aniversários, mas hoje em dia adoro!!! E de uns tempos para cá passei a comemorar em grande estilo, sempre com alguma coisa fora do convencional. Esse ano as coisas são diferente por causa de planos futuros e surpresas presente! Pois hoje então é dia de comemorar minhas 25 primaveras enchendo a cara de tequila e burritos no Puebla, na Cobal Humaitá, com o pessoal, se divertir e passar vergonha, como diz aquele menino que diz que quer ser eu hoje........ E depois deus sabe o que será!
Adorei cada ligação que recebi!! (Tô ficando chique! Até prima Dani ligou de Barcelona!) e todos os emails e mensagens!
Tonight the party is on!!
Hoje é meu aniversário! Quando eu era pequena não ligava muito para aniversários, mas hoje em dia adoro!!! E de uns tempos para cá passei a comemorar em grande estilo, sempre com alguma coisa fora do convencional. Esse ano as coisas são diferente por causa de planos futuros e surpresas presente! Pois hoje então é dia de comemorar minhas 25 primaveras enchendo a cara de tequila e burritos no Puebla, na Cobal Humaitá, com o pessoal, se divertir e passar vergonha, como diz aquele menino que diz que quer ser eu hoje........ E depois deus sabe o que será!
Adorei cada ligação que recebi!! (Tô ficando chique! Até prima Dani ligou de Barcelona!) e todos os emails e mensagens!
Tonight the party is on!!
Terça-feira, Fevereiro 11, 2003
Death is a good friend and keeps an open house.
Chove no meu peito a dor da perda das minhas alegrias de infância. Pesa nos meus ombros a esmagadora certeza de que os dias ensolarados das lembranças passaram. A vida é cheia de nuances assustadores e participações em escolhas dolorosas. Celebro a dor da saudade que sentirei.
Chove no meu peito a dor da perda das minhas alegrias de infância. Pesa nos meus ombros a esmagadora certeza de que os dias ensolarados das lembranças passaram. A vida é cheia de nuances assustadores e participações em escolhas dolorosas. Celebro a dor da saudade que sentirei.
Sábado, Fevereiro 08, 2003
Eu sou uma colecionadora.
Eu mesma fico intrigada com uma certa obsessáo em colecionar, catalogar, inventariar tudo. Pareço encarnar em alguns momentos o verdadeiro espírito do Gabinete de Curiosidades, do Classificador.
Eu coleciono quase tudo e poucas pessoas sabem disso. Coleciono cartões postais, livros, histórias, nomes, CDs, broches, marcadores de livros, lenços, chapéus, cheiros, quadrinhos, fotos 3x4, citações, textos, desenhos, fotos, imagens de todos os tipos. Tudo. e passo horas sentada em frente ao computador ou debruçada sobre pilhas de papéis e livros, com uma prancheta na mão, fazendo listas e listas. Me divirto inventando novas numerações ou novos critérios de catalogação, que nem sempre chego a usar, e poucas vezes consulto.
No entanto, não posso dizer que sou uma pessoa organizada. Cheguei ao auge da perdição durante a pesquisa para a minha monografia sobre tatuagem, onde minha idéia de organização passou a ser post-it's coloridos, distribuidos por livros, cadernos, textos e pelas paredes do meu quarto.
Mas é nos palácios da memória que guardo minhas coleções mais preciosas....
Ainda ouvindo Puccini. Existe alguma coisa na música dele que me faz querer alcançar as estrelas.
Passada a TPM já não quero mais comer o fígado de ninguém, os céus se abrem e novas e grandes expectativas estão no ar.
Em tempo: o fígado a ser devorado era no trabalho.................... Comer fígado dos desaparecidos? Deles só me resta lamentar a ausência. Pra dizer a verdade eu detesto fígado, só mesmo um ato de violência gerado por uma raiva desmedida poderia me fazer devora-lo ainda cru e sangrando. Ai! Que raiva! mas já passou.........
Em tempo: o fígado a ser devorado era no trabalho.................... Comer fígado dos desaparecidos? Deles só me resta lamentar a ausência. Pra dizer a verdade eu detesto fígado, só mesmo um ato de violência gerado por uma raiva desmedida poderia me fazer devora-lo ainda cru e sangrando. Ai! Que raiva! mas já passou.........
Quarta-feira, Fevereiro 05, 2003
Ninguém se aproxime! Estou de mau humor e com vontade de comer o fígado de algumas pessoas!
...
Ando observando o incrível fenômeno das pessoas que desaparecem!
...
Ando observando o incrível fenômeno das pessoas que desaparecem!
Terça-feira, Fevereiro 04, 2003
Sábado, Fevereiro 01, 2003
Tudo começou naquele pub de sempre. Aniversário de Mrs. Golightly com os aimgos dela. E eu já estava me divertindo. Mas aí surgiu a grande idéia: Maratona do Odeon! A noite não poderia ser melhor! A música estava excelente, o clima estava ótimo e as pessoas bonitas, podíamos sair para a praça para comprar cerveja por um preço honesto no tio do isopor e também pipoca. Encontrei muita gente, incluindo Sr. Maureba, devidamente acompanhado de Duda e Dai, animadíssimos, bebendo e dançando!! Entre outras coisas, me fizeram prometer que eu não dormiria de novo em uma festa minha.
Os filmes, About Schimidt e Vestida para Matar, garantiram bons momentos. O primeiro é genial, e o segundo... bem.. já deve ter sido o máximo em suspense e sensualidade, mas para mim (e parece que para todo mundo) proporcionou boas gargalhadas. Fiquei feliz com a noitada, como sempre acontece quando saimos de casa sem grandes pretensões além de uma cerveja em boa companhia. Gostei de ter visto vc tão bem, menina, mesmo com o seu namorado me acusando (sem fundamentos) de difamadora. Ele realmente estava rebolando no melhor estilo Right Said Fred!
Hoje queria um programa como o de ontem, que fizesse me sentir tão bem. E pensar que ontem mesmo falava que ando anestesiada diante da vida, que não me aborreço nem me empolgo com quase nada. Os dias vão passando sem que eu perceba. Ontem falava que esperava, que precisava de um ato de violência que me despertasse. Mas hoje, já não sei qual, ou qual seria o efeito disto. Por algum motivo, ontem naquele cinema, me senti viva enquanto dançava com Maureba e Duda, e essa sensação continua agora. A violência de que falo não é física, mas uma agressão aos sentidos, um sacode. Se isso acontecesse num momento em que me sentisse como me sinto agora, eu poderia estar indo muito além do que desejava. Seria talvez como me atirar no abismo, sentir como eu nunca senti, e a vida seria com o uma ária, intensa e breve.
Trilha: O Mio Bambino Caro, Puccini
Os filmes, About Schimidt e Vestida para Matar, garantiram bons momentos. O primeiro é genial, e o segundo... bem.. já deve ter sido o máximo em suspense e sensualidade, mas para mim (e parece que para todo mundo) proporcionou boas gargalhadas. Fiquei feliz com a noitada, como sempre acontece quando saimos de casa sem grandes pretensões além de uma cerveja em boa companhia. Gostei de ter visto vc tão bem, menina, mesmo com o seu namorado me acusando (sem fundamentos) de difamadora. Ele realmente estava rebolando no melhor estilo Right Said Fred!
Hoje queria um programa como o de ontem, que fizesse me sentir tão bem. E pensar que ontem mesmo falava que ando anestesiada diante da vida, que não me aborreço nem me empolgo com quase nada. Os dias vão passando sem que eu perceba. Ontem falava que esperava, que precisava de um ato de violência que me despertasse. Mas hoje, já não sei qual, ou qual seria o efeito disto. Por algum motivo, ontem naquele cinema, me senti viva enquanto dançava com Maureba e Duda, e essa sensação continua agora. A violência de que falo não é física, mas uma agressão aos sentidos, um sacode. Se isso acontecesse num momento em que me sentisse como me sinto agora, eu poderia estar indo muito além do que desejava. Seria talvez como me atirar no abismo, sentir como eu nunca senti, e a vida seria com o uma ária, intensa e breve.
Trilha: O Mio Bambino Caro, Puccini
