Celta's Dark Spot
Sexta-feira, Janeiro 31, 2003
Aprendendo sobre este meu novo rosto paciente, tranquilo. Não há sinal de tumulto.
Por enquanto.
::Milk::
I am milk
I am red hot kitchen
And I am cool
Cool as the deep blue ocean
I am lost
So I am cruel
But I'd be love and sweetness
If I had you
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm waiting
I'm waiting for you
I am weak
But I am strong
I can use my tears to
Bring you home
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm waiting
I'm waiting for you
I am milk
I am red hot kitchen
I am cool
Cool as the deep blue ocean
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm aching
I'm aching for you
I'm waiting
I'm waiting
I'm waiting for you
Garbage
Por enquanto.
::Milk::
I am milk
I am red hot kitchen
And I am cool
Cool as the deep blue ocean
I am lost
So I am cruel
But I'd be love and sweetness
If I had you
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm waiting
I'm waiting for you
I am weak
But I am strong
I can use my tears to
Bring you home
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm waiting
I'm waiting for you
I am milk
I am red hot kitchen
I am cool
Cool as the deep blue ocean
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm waiting
I'm waiting for you
I'm aching
I'm aching for you
I'm waiting
I'm waiting
I'm waiting for you
Garbage
Quarta-feira, Janeiro 29, 2003
Terça-feira, Janeiro 28, 2003
::Museologia: eu quero uma pra viver::
Cinco horas da manhã não é horário pra ninguém acordar! Mas lá estava eu andando na rua, quase seis da manhã e o céu ainda começava a clarear. Depois de anos acordando cedo para ir para a escola e depois para a faculdade, foi preciso apenas um mísero ano para que eu esquecesse o que é isso... Mas lá ia eu pela Nossa Senhora de Copacabana, acompanhada da minha mãe, que naquele momento resolveu levar o cachorro para passear. Na verdade, tenho certeza que ela estava com medo de eu ir sozinha até o ponto, e levou o pobre Idéiafix correndo atrás da gente. Tentei argumentar que eu normalmente chego em casa neste horário quando saio à noite (comentário que não foi muito bem vindo), e que realmente não era a primeira vez que iria andar na rua nesse horário. Aliás, de nada adiantou lembrar que eu ia sozinha também pegar o ônibus (apenas acompanhada da irmã sister) durante quase a minha vida toda. Mas nada adiantou, afinal mãe é mãe! Mas de qualquer jeito foi engraçado, tem horas que me irrito com isso, mas tem outras que me divirto. Hoje de manhã foi divertido! Além do que, se não fosse por ela eu provavelmente estaria dormindo até agora.....
Peguei o freezer do metrô, i.e., o ônibus do metrô, para depois ir suar um pouco na Batcaverna do Inferno que era o Metrô de Copacabana sem ar-refrigerado. Sem escadas rolantes nem esteiras também para ser sincera... E lá fui eu, anestesiada de sono, rumo à porta do Maracanã. UNIRIO em peso, conhecia todo mundo que fez a prova comigo. Deu pena de não ter estudado mais, porque, pelo pessoal que estava lá, deu pra ver que eu tinha grandes chances, estava todo mundo no mesmo nível. Nunca tinha feito uma prova no Maracanã antes, pra ser sincera nunca tinha feito um concurso antes. Os fiscais todos fardadinhos, e a demora de uma vida inteira para começar a prova, deram espaço para imaginar como eu ficaria de farda (que saia pavorosa!), e com aqueles assustadores sapatos sociais pretos...... urgh! No entanto, foi possível admirar como a calça da farda cai bem nos mocinhos, no fundo aquela história que mulheres adoram homens de farda é verdade.... e acho que é por causa do corte daquela calça.... Mas a farda feminina.... que tragédia! Podia ser desenhada pelo Fause Haten, ou quem sabe a Glória Coelho........ (que coisa mais mulherzinha dona Carol!!) Mas a verdade é que a gente fica pensando nessas coisas nos looooooongos minutos sem fazer nada antes da prova.... o que? Queria que eu ficasse repassando as peças honrosas de brasões ou categorias de armas de mão de novo? Fútil mesmo foi constatar que não houve uma mulher que não tivesse pensado em algum momento que iria emagrecer à beça com 13 semanas de treinamento militar.
Porque vc entrou na Aeronáutica, tenete?
Para ficar sarada, Senhor!
Mas deixa isso pra lá, esse é o post mais besta que já escrevi em muito tempo! E justo hoje que finalmente revelei o endereço deste blog para a minha irmã..... Ei, Tina! Tem coisas mais interessantes lá em baixo, pode acreditar!!
Mas quanto ao título lá em cima: Museólogo é como Historiador, todos ralados em se tratando de dinheiro. (É claro que escolhi essas duas carreiras pelo dinheiro, plena do espírito mercenário inerente à mentalidade consumista e ganânciosa dos nossos tempos. Por que mais alguém faria História e Museologia?) E estávamos todos nós, ferrados e ralados, lá no Maracanã buscando algum dinheiro e alguma estabilidade, pelo menos pelos próximos dois anos, como oficiais temporários da Força Aérea Brasileira. Nunca havia pensado em entrar para as forças armadas antes, mas agora parece uma possibilidade real, se bem que não muito atraente. Acho que isso significa que estamos ficando mais velhos, procurando dinheiro para viver nossas vidas. Hoje já penso em me obrigar a aprender a dirigir, mesmo achando um saco, por que é necessário. Penso em juntar dinheiro para viajar é claro, mas penso eu várias outras coisas, como comprar o mínimo necessário para montar Chez Celta. O tempo está passando, estou prestes a fazer 25 anos, meus amigos estão casando e tendo filhos (alguns até separando), e eu aqui ainda na farra.
É, não deveriam deixar tempo livre antes da prova, nem nos obrigar a esperar até o tempo limite passar, porque eu fiquei ali sentada nas cadeiras numeradas, olhando o campo do Maracanã e pensando demais.... prestes a entrar em uma crise de maioridade..... o pior, é que amanhã tem mais.
Cinco horas da manhã não é horário pra ninguém acordar! Mas lá estava eu andando na rua, quase seis da manhã e o céu ainda começava a clarear. Depois de anos acordando cedo para ir para a escola e depois para a faculdade, foi preciso apenas um mísero ano para que eu esquecesse o que é isso... Mas lá ia eu pela Nossa Senhora de Copacabana, acompanhada da minha mãe, que naquele momento resolveu levar o cachorro para passear. Na verdade, tenho certeza que ela estava com medo de eu ir sozinha até o ponto, e levou o pobre Idéiafix correndo atrás da gente. Tentei argumentar que eu normalmente chego em casa neste horário quando saio à noite (comentário que não foi muito bem vindo), e que realmente não era a primeira vez que iria andar na rua nesse horário. Aliás, de nada adiantou lembrar que eu ia sozinha também pegar o ônibus (apenas acompanhada da irmã sister) durante quase a minha vida toda. Mas nada adiantou, afinal mãe é mãe! Mas de qualquer jeito foi engraçado, tem horas que me irrito com isso, mas tem outras que me divirto. Hoje de manhã foi divertido! Além do que, se não fosse por ela eu provavelmente estaria dormindo até agora.....
Peguei o freezer do metrô, i.e., o ônibus do metrô, para depois ir suar um pouco na Batcaverna do Inferno que era o Metrô de Copacabana sem ar-refrigerado. Sem escadas rolantes nem esteiras também para ser sincera... E lá fui eu, anestesiada de sono, rumo à porta do Maracanã. UNIRIO em peso, conhecia todo mundo que fez a prova comigo. Deu pena de não ter estudado mais, porque, pelo pessoal que estava lá, deu pra ver que eu tinha grandes chances, estava todo mundo no mesmo nível. Nunca tinha feito uma prova no Maracanã antes, pra ser sincera nunca tinha feito um concurso antes. Os fiscais todos fardadinhos, e a demora de uma vida inteira para começar a prova, deram espaço para imaginar como eu ficaria de farda (que saia pavorosa!), e com aqueles assustadores sapatos sociais pretos...... urgh! No entanto, foi possível admirar como a calça da farda cai bem nos mocinhos, no fundo aquela história que mulheres adoram homens de farda é verdade.... e acho que é por causa do corte daquela calça.... Mas a farda feminina.... que tragédia! Podia ser desenhada pelo Fause Haten, ou quem sabe a Glória Coelho........ (que coisa mais mulherzinha dona Carol!!) Mas a verdade é que a gente fica pensando nessas coisas nos looooooongos minutos sem fazer nada antes da prova.... o que? Queria que eu ficasse repassando as peças honrosas de brasões ou categorias de armas de mão de novo? Fútil mesmo foi constatar que não houve uma mulher que não tivesse pensado em algum momento que iria emagrecer à beça com 13 semanas de treinamento militar.
Porque vc entrou na Aeronáutica, tenete?
Para ficar sarada, Senhor!
Mas deixa isso pra lá, esse é o post mais besta que já escrevi em muito tempo! E justo hoje que finalmente revelei o endereço deste blog para a minha irmã..... Ei, Tina! Tem coisas mais interessantes lá em baixo, pode acreditar!!
Mas quanto ao título lá em cima: Museólogo é como Historiador, todos ralados em se tratando de dinheiro. (É claro que escolhi essas duas carreiras pelo dinheiro, plena do espírito mercenário inerente à mentalidade consumista e ganânciosa dos nossos tempos. Por que mais alguém faria História e Museologia?) E estávamos todos nós, ferrados e ralados, lá no Maracanã buscando algum dinheiro e alguma estabilidade, pelo menos pelos próximos dois anos, como oficiais temporários da Força Aérea Brasileira. Nunca havia pensado em entrar para as forças armadas antes, mas agora parece uma possibilidade real, se bem que não muito atraente. Acho que isso significa que estamos ficando mais velhos, procurando dinheiro para viver nossas vidas. Hoje já penso em me obrigar a aprender a dirigir, mesmo achando um saco, por que é necessário. Penso em juntar dinheiro para viajar é claro, mas penso eu várias outras coisas, como comprar o mínimo necessário para montar Chez Celta. O tempo está passando, estou prestes a fazer 25 anos, meus amigos estão casando e tendo filhos (alguns até separando), e eu aqui ainda na farra.
É, não deveriam deixar tempo livre antes da prova, nem nos obrigar a esperar até o tempo limite passar, porque eu fiquei ali sentada nas cadeiras numeradas, olhando o campo do Maracanã e pensando demais.... prestes a entrar em uma crise de maioridade..... o pior, é que amanhã tem mais.
Segunda-feira, Janeiro 27, 2003
Macaé está se tornando uma cidade enorme. Lembro há uns 15 anos atrás como não havia nada lá, só umas poucas casas, muitos terrenos vazios e praticamente nenhum turista, já que a cidade nunca foi de veraneio, como a vizinha Rio das Ostras, há apenas 20 minutos de distância. Nossa casa tinha um muro que mais ou menos 1 metro, a varanda toda de vidro, a rua era de terra (e ainda assim era chamada Avenida Atlântica). Não havia iluminação na rua, e ficávamos de longe olhando o esporte que batizamos de corrida de submarinos: Os casais ficavam se agarrando dentro de carros na beira da praia, bem na frente da nossa casa. Como a chamada Praia Campista, trecho da Praia dos Cavaleiros onde temos casa, sempre foi ruim para mergulhar, a praia ficava vazia, não víamos quase ninguém. Dava para jogar bola e beisebol (!!) na praia, e como ninguém passava na rua também, nós podíamos até dormir no jardim.
Mas então a Petrobras chegou lá e as coisas começaram a mudar. O primeiro indício disso foi a contrução do nababesco Clube Cidade do Sol no terreno onde antes era a casa da Dona Kelly e seus 743 cachorros (ou gatos, já não lembro mais).... O tal clube inferniza nossa vida até hoje, com som alto, seja festa ou pagode, a madrugada inteira. Lembro uma vez que marcou a minha vida, quando fui dormir ao som de um show do Wando, que parecia estar na verdade cantando ao lado da minha cama (urgh!). Mas a gente também se divertia... dia de festa era dia de sentar no jardim da casa, os adultos tomando uma cerveja ou whisky e nós correndo da piscina para o gramado. Ficávamos dando notas para quem passasse, e na maioria das vezes falando mal das roupas. Dia de festa à fantasia era dia de glória! Até as brigas que tivemos foram memoráveis! Uma vez minha mãe e minha tia, aguerridas defensoras do meio ambiente, colocaram todas as crianças deitadas na frente dos tratores para evitar que arrancassem a vegetação da praia para fazerem estacionamento. A coisa só acabou com a polícia e a presença de um camburão ecológico de uma ONG local. Vitória total! Mas no inverno seguinte eles arrancaram tudo... resultado: as águas de março levaram todos os muros dos arredores.....
Mas aí a Petrobras decidiu dominar o mundo, e cresceu e cresceu e cresceu e tomou conta de tudo. Macaé cresceu também, absurdamente, agora tem escola técnica, centro cultural, cinema, empresas enormes, cursos de inglês de todos os tipos, Mister Pizza, McDonalds, Sendas, Chez Michou, pubs, uma população relativa de gringos igual a de Copacabana, violência, tráfico..... Coisa de cidade grande mesmo. E nós temos agora rua calçada, calçadão, luz na rua (foi o fim das corridas de submarino), e tivemos que subir o muro por fim, há dois anos atrás. É claro que isso é muito bom, a cidade está riquíssima e o petróleo está fazendo milagres, mas para mim Macaé é, e sempre será a casa. A nossa casa, a minha casa. Onde passei tempos felizes. Macaé Paradise como dizem alguns.
E esse final de semana estava lá, sozinha com a minha mãe pela primeira vez! Nunca antes a casa esteve tão vazia, nem os caseiros estavam lá. Fomos ver o Tiger, nosso cachorrão de 13 anos, que está mal. Triste demais. Especialmente na hora de ir embora, que fica aquela dúvida se esta foi a última vez que o vi.
E a casa, continua uma delícia. Os dias foram bonitos, apesar da chuva no Rio. Só na estrada, ontem que pegamos alguma chuva. Ainda é maravilhoso ficar sentada no janelão da frente, pensando na vida e vendo o mar e as ilhas de Santana, do Francês e o Ilhote Sul, e agora também as plataformas de petróleo iluminadas à noite. Ficar na piscina, debaixo d'água, andar na areia daquela praia que, de certa forma, parece minha, e que continua vazia por causa do mar violento, com excessão de um ou outro pescador. E pensei e pensei e pensei, nas coisas da vida, no Tiger, nos planos futuro (a prova da Aeronáutica é amanhã eu estava estudando), nas pessoas que eu queria que estivessem lá comigo, e em tudo mais que o mar nos faz pensar.
trilha: Wish you were here, Pink Floyd
Mas então a Petrobras chegou lá e as coisas começaram a mudar. O primeiro indício disso foi a contrução do nababesco Clube Cidade do Sol no terreno onde antes era a casa da Dona Kelly e seus 743 cachorros (ou gatos, já não lembro mais).... O tal clube inferniza nossa vida até hoje, com som alto, seja festa ou pagode, a madrugada inteira. Lembro uma vez que marcou a minha vida, quando fui dormir ao som de um show do Wando, que parecia estar na verdade cantando ao lado da minha cama (urgh!). Mas a gente também se divertia... dia de festa era dia de sentar no jardim da casa, os adultos tomando uma cerveja ou whisky e nós correndo da piscina para o gramado. Ficávamos dando notas para quem passasse, e na maioria das vezes falando mal das roupas. Dia de festa à fantasia era dia de glória! Até as brigas que tivemos foram memoráveis! Uma vez minha mãe e minha tia, aguerridas defensoras do meio ambiente, colocaram todas as crianças deitadas na frente dos tratores para evitar que arrancassem a vegetação da praia para fazerem estacionamento. A coisa só acabou com a polícia e a presença de um camburão ecológico de uma ONG local. Vitória total! Mas no inverno seguinte eles arrancaram tudo... resultado: as águas de março levaram todos os muros dos arredores.....
Mas aí a Petrobras decidiu dominar o mundo, e cresceu e cresceu e cresceu e tomou conta de tudo. Macaé cresceu também, absurdamente, agora tem escola técnica, centro cultural, cinema, empresas enormes, cursos de inglês de todos os tipos, Mister Pizza, McDonalds, Sendas, Chez Michou, pubs, uma população relativa de gringos igual a de Copacabana, violência, tráfico..... Coisa de cidade grande mesmo. E nós temos agora rua calçada, calçadão, luz na rua (foi o fim das corridas de submarino), e tivemos que subir o muro por fim, há dois anos atrás. É claro que isso é muito bom, a cidade está riquíssima e o petróleo está fazendo milagres, mas para mim Macaé é, e sempre será a casa. A nossa casa, a minha casa. Onde passei tempos felizes. Macaé Paradise como dizem alguns.
E esse final de semana estava lá, sozinha com a minha mãe pela primeira vez! Nunca antes a casa esteve tão vazia, nem os caseiros estavam lá. Fomos ver o Tiger, nosso cachorrão de 13 anos, que está mal. Triste demais. Especialmente na hora de ir embora, que fica aquela dúvida se esta foi a última vez que o vi.
E a casa, continua uma delícia. Os dias foram bonitos, apesar da chuva no Rio. Só na estrada, ontem que pegamos alguma chuva. Ainda é maravilhoso ficar sentada no janelão da frente, pensando na vida e vendo o mar e as ilhas de Santana, do Francês e o Ilhote Sul, e agora também as plataformas de petróleo iluminadas à noite. Ficar na piscina, debaixo d'água, andar na areia daquela praia que, de certa forma, parece minha, e que continua vazia por causa do mar violento, com excessão de um ou outro pescador. E pensei e pensei e pensei, nas coisas da vida, no Tiger, nos planos futuro (a prova da Aeronáutica é amanhã eu estava estudando), nas pessoas que eu queria que estivessem lá comigo, e em tudo mais que o mar nos faz pensar.
trilha: Wish you were here, Pink Floyd
Terça-feira, Janeiro 21, 2003
Tenho recebido muitas críticas por duas coisas ultimamente. Primeiro: muita polêmica desnecessária porque afirmei que não gostava de amasso no cinema. Acho que me expressei mal aqui.... É claro que gosto muito de beijo no escurinho do cinema, carinho, ficar juntinho, mas tenho um problema grave, não gosto de perder nenhuma parte do filme. Cinema é coisa séria! Já reclamaram várias vezes que dou aquele beijinho rápido, de olho aberto para ver o filme.... e por mais que esteja amarradona no cara, vou continuar fazendo isso, por que eu gosto de ver o filme e ponto final! Agora, se o objetivo primeiro da ida à sala de projeção for ficar se agarrando, aí é fácil de resolver, basta escolher alguma coisa como "Xuxa e os duendes".....
Segundo: um caderninho caindo aos pedaços dos Thundercats que uso para anotações, isto é, como vomitório intelectual..... Eu ia colocar a fotinho dele aqui, mas rolou um probleminha com o scanner aqui do museu... Fica para a próxima.
::Comentando Comentários::
Laura, minha filha, o povo quer te ouvir! Convidei a menina Laura para escrever sobre os acontecimentos bizarros do final de semana e ela nada....
Klein, eu espero ELE ligar.
Segundo: um caderninho caindo aos pedaços dos Thundercats que uso para anotações, isto é, como vomitório intelectual..... Eu ia colocar a fotinho dele aqui, mas rolou um probleminha com o scanner aqui do museu... Fica para a próxima.
::Comentando Comentários::
Laura, minha filha, o povo quer te ouvir! Convidei a menina Laura para escrever sobre os acontecimentos bizarros do final de semana e ela nada....
Klein, eu espero ELE ligar.
Segunda-feira, Janeiro 20, 2003
Coisas bizarras aconteceram neste final de semana! Não ando com muita vontade de escrever, mas assim que conseguir me concentrar escreverei..... e o título provavelmente será Carol e Laura encontrar Michel Foucault no Mar de Histórias. De alguma forma isso faz sentido.... acreditem!
Só para esclarecer, a frase que escrevi no último post, esteja pronto para a vida... você é a vida, eu adorei. Tanto que escrevi aqui, e para mim, ela traduz muita coisa que estou vivendo agora. O que achei piegas, e que provavelmente já apaguei da minha caixa de emails, foi o resto do texto. É público e notório que adoro Drummond, e que, não bastando ser piegas, eu também tenho um lado brega-trancedental que tenta crescer e dominar o mundo (mas que não tem nada a ver com Drummond), mas o texto estava demais para ser dele.....
Esse mundo anda louco, ontem cheguei quase de manhão de uma noitada na Sister Moon, e liguei o computador (toda vez que estou meio bebum faço isso) e li no último segundo que haviam encontrado uma cabeça num banheiro do Rio Sul!! Uma cabeça?? Como assim??
....
Ando devendo emails e telefonemas. Meio de saco cheio de falar, mas todos serão respondidos em seu devido tempo e a verdade é que continuo esperando o telefone tocar....
Só para esclarecer, a frase que escrevi no último post, esteja pronto para a vida... você é a vida, eu adorei. Tanto que escrevi aqui, e para mim, ela traduz muita coisa que estou vivendo agora. O que achei piegas, e que provavelmente já apaguei da minha caixa de emails, foi o resto do texto. É público e notório que adoro Drummond, e que, não bastando ser piegas, eu também tenho um lado brega-trancedental que tenta crescer e dominar o mundo (mas que não tem nada a ver com Drummond), mas o texto estava demais para ser dele.....
Esse mundo anda louco, ontem cheguei quase de manhão de uma noitada na Sister Moon, e liguei o computador (toda vez que estou meio bebum faço isso) e li no último segundo que haviam encontrado uma cabeça num banheiro do Rio Sul!! Uma cabeça?? Como assim??
....
Ando devendo emails e telefonemas. Meio de saco cheio de falar, mas todos serão respondidos em seu devido tempo e a verdade é que continuo esperando o telefone tocar....
Quinta-feira, Janeiro 16, 2003
Esteja pronto para a vida... Você é a vida
Algo que eu li hoje. Dizia que era do Drummond, mas achei um pouco piegas demais para ser dele mesmo. Enquanto isso eu sigo a viga, agitando tudo, jogando a poeira pro alto, e também apostando alto. E deu para andar de bicicleta agora no final da tarde. É, não dá pra reclamar........
Algo que eu li hoje. Dizia que era do Drummond, mas achei um pouco piegas demais para ser dele mesmo. Enquanto isso eu sigo a viga, agitando tudo, jogando a poeira pro alto, e também apostando alto. E deu para andar de bicicleta agora no final da tarde. É, não dá pra reclamar........
Segunda-feira, Janeiro 13, 2003
Apesar dos acontecimentos de sexta, houve a grande festa de 80 anos da minha avó, Dona Nilza, no sábado. Também rolou uma melancolia durante a tarde, quando minha avó começou a lembrar do meu avô e da também animadíssima festa de 80 anos dele em 1999, e bateu aquela tristeza, mas lembranças muito boas ao mesmo tempo. Mas a festa, a festa foi ótima, dancei tanto que mal consegui beber, tirando uns cinco chopps e umas duas taças de prosecco. Todos os tios e quase todos os quatorze netos, só faltaram as duas pequenas e o Vico, que está trabalhando com o Mickey Mouse atualmente. Um clima excelente de bom-humor e animação, todo mundo lindo, bem vestido e de cabelão, onde até o cara da filmagem e os fotógrafos se divertiram, a mulherada solteira cantou o DJ, pagamos mico por amor dançando tudo que a vovó gosta, tipo a Macarena e o Assererrê (ou invocação ao demônio como o Hazel diz). Não bastando, foipossível ver todos os netos em cima do palco para cantar uma composição nossa, das antigas, intitulada Gordinha das Estrelas (rítimo de Escrito nas Estrelas da Tetê Espíndola, mas por favor não tentem fazer isso em casa!), para a aniversariante, que apesar da nossa total falta de talento vocal, ainda chorou emocionada. Tivemos Tio Beto dançando Like a Prayer da Madonna, animadíssimo e cantando a letra todinha, e Tio Alemão matando uma garrafa de Ballantines Red Label no peito para que a pobre não se espatifasse no chão (dizem por aí que se fosse uma simples Belco já estaria escorrendo na sarjeta há muito tempo!). E como não podia deixar de ser tivemos que ser postos para fora do clube (incluíndo o DJ, que estava amarradão), mas não sem antes brincar de estourar bola no salão ao som de Footloose (quem canta isso by the way??). Veja bem, o primo mais novo pode ter apenas 16 anos, mas a mais velha está com 31......
Seleção musical de primeira, incluindo todos os tradicionais hits festa pronta, com chegadas triunfais ao som de Your Song do Billy Paul, e incríveis performances ao som de Staying Alive e I Will Survive (é incrível o que essa música é capaz de fazer com as pessoas, não é Seu Hazel?). E Dancing Queen ficou por minha conta, todos sabem como eu gosto de ABBA, poderia até morar em um filme australiano! Ficou faltando só Menina Veneno e o Carimbador Maluco. Tudo bem, para aqueles que querem uma coisa mais alto nível fica aqui registrado que também tocaram coisas como Cheek to Cheek (uma das minhas favoritas) e Geração Coca-Cola.
É, foi animado! Quem esteve lá é que sabe! Não houve uma escova, chapinha ou cabelão com laquê que sobrevivesse, a não ser talvez uma peruca ou duas.... As fotos vão ficar no mínimo engraçadíssimas e o vídeo, bem.... esse eu prefiro nem imaginar.... acho que só na minha família as pessoas assistem vídeos de casamentos, bodas de ouro, e aniversários de 80 anos às gargalhadas com o pessoal se acabando, sem falar que só aparece na filmagem quem estiver na pista de dança.....
Domingo foi dia de se recuperar, pensar na vida, comer muito docinho que sobrou da festa e falar das roupas de todo mundo. E fiquei feliz por que consegui ser fiel à minha promessa mais recente: beber apenas duas vezes por semana, quem sabe assim não bebo menos chopp e consigo finalmente emagrecer. Domingo também foi dia de tirar extrato pela internet e descobrir que já estou falida no meio do mês, e sem esperanças de reverter o processo até o dia do pagamento. Programas agora só em pé-sujo ou digrátis!
E hoje cheguei no trabalho e encontrei um email dele me chamando para a briga! Olha que eu caio dentro e aí que vai ficar divertido!! ;)
Seleção musical de primeira, incluindo todos os tradicionais hits festa pronta, com chegadas triunfais ao som de Your Song do Billy Paul, e incríveis performances ao som de Staying Alive e I Will Survive (é incrível o que essa música é capaz de fazer com as pessoas, não é Seu Hazel?). E Dancing Queen ficou por minha conta, todos sabem como eu gosto de ABBA, poderia até morar em um filme australiano! Ficou faltando só Menina Veneno e o Carimbador Maluco. Tudo bem, para aqueles que querem uma coisa mais alto nível fica aqui registrado que também tocaram coisas como Cheek to Cheek (uma das minhas favoritas) e Geração Coca-Cola.
É, foi animado! Quem esteve lá é que sabe! Não houve uma escova, chapinha ou cabelão com laquê que sobrevivesse, a não ser talvez uma peruca ou duas.... As fotos vão ficar no mínimo engraçadíssimas e o vídeo, bem.... esse eu prefiro nem imaginar.... acho que só na minha família as pessoas assistem vídeos de casamentos, bodas de ouro, e aniversários de 80 anos às gargalhadas com o pessoal se acabando, sem falar que só aparece na filmagem quem estiver na pista de dança.....
Domingo foi dia de se recuperar, pensar na vida, comer muito docinho que sobrou da festa e falar das roupas de todo mundo. E fiquei feliz por que consegui ser fiel à minha promessa mais recente: beber apenas duas vezes por semana, quem sabe assim não bebo menos chopp e consigo finalmente emagrecer. Domingo também foi dia de tirar extrato pela internet e descobrir que já estou falida no meio do mês, e sem esperanças de reverter o processo até o dia do pagamento. Programas agora só em pé-sujo ou digrátis!
E hoje cheguei no trabalho e encontrei um email dele me chamando para a briga! Olha que eu caio dentro e aí que vai ficar divertido!! ;)
Sexta-feira, Janeiro 10, 2003
Acabo de voltar de um enterro. Alguém que me traz lembranças ótimas da minha infância com meus primos em Macaé acaba de ser enterrado. Um amigo da família, que entrou em depressão por deixar de fazer o que gostava e por deixar de viver onde gostava, bebeu até seu corpo não aguentar mais. E teve de ser velado com o caixão fechado. Seguimos em procissão até o túmulo, onde os únicos membros da minha família que não estavam presentes era os que não estavam no Rio de Janeiro. Por fim uma última homenagem: cantamos as músicas absurdas que ele nos ensinava quando éramos crianças na casa de praia.
Esse cara não poderia ter mais de 55 anos. No entanto, está morto. Perdeu um total de 80 kg nos últimos meses. Não era mais o "corpinho sedutor" que ele nos acusava de abusar quando nos apoiávamos nele nos verões em que todos torciam ou quebravam o pé jogando volei na quadra do vizinho. Ele tinha histórias incríveis, como ir à festas de criança, comer salgadinho e fazer carinho na cabeça das crianças para limpar os dedos. Cutucar, implicar com a gente. Na piscina todo dia afogava pelo menos três de nós enquanto todos tentávamos inultimente derrubar seus seus quase 2m de altura. Contava histórinhas para dormir do tipo Chapéuzinho Vermelho e o Lobo Tarado para a criançada e depois fazia a gente repetir para os nossos pais. E não importa como você entrasse vestida na casa, com aquela cara vermelha de sol e com as combinações de roupa que só a década de 1980 foi capaz de produzir, você escutaria dele o mesmo elogio "Tão bonitas de amarelo!"
É, são ótimas lembranças. Foi uma infância sensacional, a casa cheia de primos, e tempos felizes e despreocupados que não voltam mais. E ainda me perguntam por que Macaé? Ah, só quem passou aqueles verões lá naquela casa pode entender..... o resto de vocês que me perdoem....
Apesar de tudo, e mesmo com essa tristeza pesando no ar, amanhã é o grande dia. Festão para comemorar os 80 anos de vovó. A família toda vindo de todos os cantos, primos de montão, saudades do vovô, e muita festa, muita música. Todos vamos nos acabar, como em todas as outras festas da família, ninguém fica sentado e dançamos e bebemos e cantamos a noite inteira....
Festejemos os vivos e amemos os mortos que nos amaram.
"Let it be..."
Esse cara não poderia ter mais de 55 anos. No entanto, está morto. Perdeu um total de 80 kg nos últimos meses. Não era mais o "corpinho sedutor" que ele nos acusava de abusar quando nos apoiávamos nele nos verões em que todos torciam ou quebravam o pé jogando volei na quadra do vizinho. Ele tinha histórias incríveis, como ir à festas de criança, comer salgadinho e fazer carinho na cabeça das crianças para limpar os dedos. Cutucar, implicar com a gente. Na piscina todo dia afogava pelo menos três de nós enquanto todos tentávamos inultimente derrubar seus seus quase 2m de altura. Contava histórinhas para dormir do tipo Chapéuzinho Vermelho e o Lobo Tarado para a criançada e depois fazia a gente repetir para os nossos pais. E não importa como você entrasse vestida na casa, com aquela cara vermelha de sol e com as combinações de roupa que só a década de 1980 foi capaz de produzir, você escutaria dele o mesmo elogio "Tão bonitas de amarelo!"
É, são ótimas lembranças. Foi uma infância sensacional, a casa cheia de primos, e tempos felizes e despreocupados que não voltam mais. E ainda me perguntam por que Macaé? Ah, só quem passou aqueles verões lá naquela casa pode entender..... o resto de vocês que me perdoem....
Apesar de tudo, e mesmo com essa tristeza pesando no ar, amanhã é o grande dia. Festão para comemorar os 80 anos de vovó. A família toda vindo de todos os cantos, primos de montão, saudades do vovô, e muita festa, muita música. Todos vamos nos acabar, como em todas as outras festas da família, ninguém fica sentado e dançamos e bebemos e cantamos a noite inteira....
Festejemos os vivos e amemos os mortos que nos amaram.
"Let it be..."
Terça-feira, Janeiro 07, 2003
Ontem escrevi algumas coisas para preencher este espaço vazio desde o Drummond abaixo. Perdi tudo por que o serividor caiu. Mas não se preocupem, não era nada sobre o Revéillon, que aliás, tem recebido críticas bastante favoráveis pelos emails que andei recebendo... um dia eu me animo e escreverei sobre ele, embora o risco de jamais fazer isso seja bastante real. É verdade que raramente escrevo sobre os grandes eventos da minha vida, e também é verdade que não posso explicar o por que disso. Talvez por não saber por onde começar (Ei, Joana, como começava mesmo o texto?).
Ontem depois de horas escrevendo com a Joana me lembrei do prazer que é escrever, trabalhar, suar em cima de um texto, poucas coisas fazem com que me sinta melhor. Estávamos fazendo um trabalho sobre a Ordem do Discurso de Foucault para a faculdade dela. Sinto saudades dessas coisas da faculdade, por isso preciso logo voltar para o ambiente acadêmico onde é tão fácil a discussão. Não que não seja tendo à minha volta os amigos que tenho, que tornam possíveis as mais inusitadas discussões filosóficas ou históricas nos lugares mais improváveis, geralmente acompanhado de uma (ou mais) garrafas de cerveja. Mas o texto perdido de ontem seguia um tom meu querido diário dizendo que descobri quem me ligou no dia primeiro e que era alguém sem importância alguma, e que quem eu queria mesmo não me ligava (este comentário com endereço certo, tão adolescente, mas tão verdadeiro!). Mas a parte importante, e da qual pouco me recordo,era sobre a dificuldade de escrever, e a falta de vontade de escrever. Não passava de umas cinco linhas, mas parece render muito mais na minha memória, talvez um efeito pós-Foucault, talvez a vontade de mudar o mundo (e terminar minha monografia da UNIRIO) com que acordei hoje, talvez um resultado de todo o estímulo intelectual de ontem. É delicioso redescobrir o prazer da escrita e ser contagiada por esse prazer que só as palavras podem oferecer.
O Reveillón fica pra depois então....
"Gather thy rosebuds while ye may...."
Ontem depois de horas escrevendo com a Joana me lembrei do prazer que é escrever, trabalhar, suar em cima de um texto, poucas coisas fazem com que me sinta melhor. Estávamos fazendo um trabalho sobre a Ordem do Discurso de Foucault para a faculdade dela. Sinto saudades dessas coisas da faculdade, por isso preciso logo voltar para o ambiente acadêmico onde é tão fácil a discussão. Não que não seja tendo à minha volta os amigos que tenho, que tornam possíveis as mais inusitadas discussões filosóficas ou históricas nos lugares mais improváveis, geralmente acompanhado de uma (ou mais) garrafas de cerveja. Mas o texto perdido de ontem seguia um tom meu querido diário dizendo que descobri quem me ligou no dia primeiro e que era alguém sem importância alguma, e que quem eu queria mesmo não me ligava (este comentário com endereço certo, tão adolescente, mas tão verdadeiro!). Mas a parte importante, e da qual pouco me recordo,era sobre a dificuldade de escrever, e a falta de vontade de escrever. Não passava de umas cinco linhas, mas parece render muito mais na minha memória, talvez um efeito pós-Foucault, talvez a vontade de mudar o mundo (e terminar minha monografia da UNIRIO) com que acordei hoje, talvez um resultado de todo o estímulo intelectual de ontem. É delicioso redescobrir o prazer da escrita e ser contagiada por esse prazer que só as palavras podem oferecer.
O Reveillón fica pra depois então....
"Gather thy rosebuds while ye may...."
Quinta-feira, Janeiro 02, 2003
Os Ombros Suportam o Mundo
Carlos Drummond de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer
E nada espera de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer
E nada espera de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
::Odeio Quando Eu Faço Isso!::
Ontem à noite estava eu largada e quase morta no sofá da sala (onde passei a maior parte do tempo do dia 1°), assintindo Resident Evil, com a cabeça oca e os olhos pesados de sono quando toca o meu celular. Alguém, que eu provavelmente conheço bem, me liga convidando para ir encontrar em um bar no Leme. O barulho era tanto em volta da voz que mal conseguia entender o que o cara estava falando.... Sem conseguir saber quem era, e já um tanto burra de sono (sim, é verdade, eu já estava dormindo durante o filme....), entrei em pânico! Conversei e respondi “claro que sei quem está falando”.... mas até agora não tenho a menor idéia de quem era e ele provavelmente reparou isso.... Disso concluímos que:
1° Sou dependente do bina
2° Tenho que aprender a lidar melhor com o pânico repentino quando o bina não ajuda....
Oh, dor! Viverei eternamente na dúvida......... Se você desconhecido, for um dos meus 7 leitores por favor me perdoe e me ligue de novo!!
Depois eu falo do Revéillon...
Ontem à noite estava eu largada e quase morta no sofá da sala (onde passei a maior parte do tempo do dia 1°), assintindo Resident Evil, com a cabeça oca e os olhos pesados de sono quando toca o meu celular. Alguém, que eu provavelmente conheço bem, me liga convidando para ir encontrar em um bar no Leme. O barulho era tanto em volta da voz que mal conseguia entender o que o cara estava falando.... Sem conseguir saber quem era, e já um tanto burra de sono (sim, é verdade, eu já estava dormindo durante o filme....), entrei em pânico! Conversei e respondi “claro que sei quem está falando”.... mas até agora não tenho a menor idéia de quem era e ele provavelmente reparou isso.... Disso concluímos que:
1° Sou dependente do bina
2° Tenho que aprender a lidar melhor com o pânico repentino quando o bina não ajuda....
Oh, dor! Viverei eternamente na dúvida......... Se você desconhecido, for um dos meus 7 leitores por favor me perdoe e me ligue de novo!!
Depois eu falo do Revéillon...

